A Felicidade de entrar no Caminho Certo.

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Um conceito. Uma ideia. “Quem é bom, não vai longe”. Talvez e infelizmente seja verdade. O mundo as vezes, não é mesmo nada um sitio bonito de se viver. Porque damos prioridade as coisas que mais causam veneno na nossa alma. O dinheiro, a posse e a futilidade. O dinheiro apesar de fazer falta para a nossa vida e integração na sociedade, não deverá contudo ser um meio para inquinar a nossa essência, ao ponto de atropelarmos literalmente outras pessoas de modo a obte-lo. A posse, esse sentimento tão horrível pela alteração que faz na mente das pessoas, é outro veneno negativo, pois o excessivo apego a posse de objectos e de lugares de poder, leva a que sejamos destrutivos tanto da nossa pessoa como daqueles que lidamos. Futilidade, a superficialidade das coisas, das pessoas, a beleza é efémera, contudo apreciamos mais a beleza dos objectos e das pessoas, mesmo que sejam desprovidas de essência, substrato e coerência, para tentarmos ser superior a terceiros, quando na verdade nada mais nos tornamos do que complexos inferiores,  pois ignoramos todo o potencial humano que temos e que deveríamos aproveitar. Ser mau não é uma fatalidade irremediavel. Mas há uma luta em si, para se provar tanto a si como aos outros de que ser mau é passado. De que ser mau é uma fase ou conceito que nada tem a ver connosco. Há quem seja mau por sofrimento, desgosto, desorientação, influência ou outro motivo qualquer, sem ser a própria natureza. Não há nada melhor que ser o “bom da fita”. A pessoa que tudo faz sem qualquer tipo de necessidade de reconhecimento. Que faz os outros levantar a moral. Que tem um sentido positivo nas suas acções. Que é fiel aos seus princípios e valores. Que faz qualquer pessoa sentir-se especial com a sua presença e ser visto como um pilar de verdade, honestidade e bondade.

Para quem iniciar este caminho de luz, separando-se das trevas, não é fácil, mas há que haver crença que de facto é o único caminho a seguir.

O primeiro passo será o perdão. Perdoar a si mesmo pelo que fez. Perdoar aos outros que se magoaram por acções e palavras. É um acordar duro da realidade. Porque essa pessoa que todo o mal causou já não é o seu ser no presente. Mas as consequências continuam. As feridas ainda não estão fechadas. Dar o acto de perdão é tão importante quando saber aceitar que alguém esteja tão ressentidamente afectada que não o queira fazer. Saber viver com essa nega não pode ser um peso. Porque a tentativa foi feita. Mas massacrar sobre isso não é benéfico nem dará frutos para quem quer ser melhor por si mesmo.

O segundo passo é saber ajudar as pessoas. Saiba ouvir. Saiba retribuir. Nunca será uma perda de tempo ouvir alguém a falar de si ou de algo importante. Saber segurar quando alguém cai para trás, ser um amparo quando tropeçam nas armadilhas da vida, mostrar as suas qualidades para reforçar a sua mentalidade própria. Ajudar as pessoas é dar uma pouco da nossa felicidade, e isso é um primeiro passo para consolidar a essência, pois não há nada mais recompensador de sentir aquele sentimento tão espectacular que é ajudar alguém de coração. Ter um interesse genuíno nas pessoas, mesmo aquelas que desconhecemos é de facto um pedaço de generosidade. Ajuda cria ajuda. Dar sentimento gera retribuição de sentimentos. É um círculo vicioso daqueles que ninguém se importara de entrar.

Terceiro passo, ou mais umas linhas. Preocupação de coração. Podemos ter uma lista de pessoas com o qual nos preocupamos sobre as mais diversas áreas da vida. Mas acredita, essas pessoas não saberão isso até que decida partilhar isso mesmo. Isso dá um conforto especial a quem ouve. Mas não convém que a preocupação que temos seja espalhada toda ao mesmo tempo quando há assuntos pendentes. Temos de ajudar uma pessoa de cada vez conforme a prioridade. Não é egoísmo. Mas tentar fazer muita coisa ao mesmo tempo nunca fez bem a ninguém. Há pessoas que precisam de um sorriso ou um abraço, ou quem sabe de uma conversa longa. Cada pessoa é uma pessoa e temos de agir de acordo com a pessoa e não impor a nossa vontade nem muito menos demonstrar impaciência. Senão tiver força no momento ou se estiver desgastado, pare um pouco. Porque senão tivermos força para de facto poder ajudar, mais vale parar o nosso passo, para então depois darmos todos os espaços necessários.

Quarto passo. E o pilar de tudo. A verdade. Para quem viveu na sombra das trevas, a mentira, decepção e intriga foram aliadas durante muito tempo. Mas de agora em diante, só a verdade valerá mesmo para tudo o que faça. Não pode existir mascaras, realidades alternativas ou rumos trocados. A partir de agora, só a verdade é que interessa. Porque a verdade faz crescer a confiança e com a confiança vem a bondade. Só com a verdade conseguimos ligar de forma iluminada com outra pessoa. Se a verdade vem do interior, isso irá reflectir-se no seu exterior. E quem é de bom carácter sabe reconhecer isso noutra pessoa.

Estes pequenos passos são o inicio de uma caminhada. Mas só com força de vontade, honestidade e persistência irá conseguir entrar no caminho certo. Não irá ser fácil. Mas vai ser muito recompensador. E se ganhar força e energia, nunca irá mais descarrilar. Porque o lado negro não é tão satisfatório, maravilhoso e nem terá uma enorme dimensão de validação, sentido de dever cumprido e de gratidão.

Indicadores para superarmos a adversidade.

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No nosso tempo, na nossa vida, iremos conhecer uma infinidade de tipologias de pessoas. Pessoas alegres, deprimidas, egoístas, divertidas, cruéis, enfim, muitas faces diferentes das personalidade do ser humano. De todas podemos reter as mais preciosas lições, isto se soubermos ter a compreensão e humildade para as retirar, ao invés de repetirmos os mesmos erros de forma sistemática e prejudicial. As pessoas que provavelmente mais nos ensinarão, em matéria de sabedoria, de compreensão e altruísmo, serão as pessoas que venceram, apesar de terem passado por mais momentos negativos, seja na derrota ou no desgosto, na dor e no desespero. Quem passa pelas diversas ondas de acontecimentos negativos que proporcionam energia negativa, sabe valorizar os momentos bons quando surgem, momentos esses que não passam despercebidos e que são encarados como vibrações positivas e intensas que reforçam o ser. A luta fortalece-nos e transforma-nos. Ninguém nasce com o conhecimento do todo que a vida é. Somos uma tela em branco que vai sendo preenchida e desenvolvida linearmente com o tempo. Por isso uma pessoa que outrora seria deprimida ou destrutiva, pode bem tornar-se numa pessoa resolvida e com um sentido de felicidade próprio. Não há magia. Não há truques. Depende exclusivamente da nossa atitude. Se tivermos uma situação negra, negativa e destrutiva, o que faremos ? Encaramos a situação de frente ? Deixamos a situação tomar conta de nós ? É a nossa reacção que irá determinar mais um pouco de nós. E é nessas pessoas que passaram pelos momentos menos bons que encontramos indicadores que podem servir de guia para termos essa sabedoria e sensibilidade. A dor é um desses indicadores. Não podemos esconder a dor no fundo da nossa essência. Ela corroí e transforma a nossa essência em algo que é indesejável. Esquecemos que a dor faz parte da categoria dos sentimentos. Que temos de ver a dor, não como uma fatalidade, mas como algo que faz parte. Não deveremos ter vergonha ou esconder o que sentimos. Somos humanos. Não somos menos pessoas ou mais fracos por isso, porque até mesmo os que se dizem fortes, sentem na mesma, o que tem, é a capacidade de esconder mais no fundo aquilo que sentem. As cicatrizes da dor não devem ser vistas como algo que nos desvalorizem, devem sim, ser marcas de que sobrevivemos e ainda cá estamos para continuar a vida. Outro indicador é o medo. Esse medo que tanto atormenta. O medo pode ser pressionante, esmagador e parecer-nos quase inultrapassável. Não é ! Não meta isso na sua mente. O medo nunca deverá impedir que sigamos com a vida. A nossa mente tem de ser utilizada para criar os mecanismos que evitem a expansão e crescimento do medo. Temos de saber qual é o nosso medo. O que o provoca. A melhor estratégia para ir com toda a sua energia. Porque somos nós, na nossa mente inconsciente que criamos e damos força a esse conceito. A coragem vive connosco, esperando ser activada quando é precisa. Active a sua coragem, dê asas à ideia de que nada é impossível de enfrentar, por mais dimensão que tenha. Coragem é luz, medo é escuridão. E só se consegue ultrapassar a escuridão, activando os raios de luz. Outro indicador é a acção que essas pessoas possuem em relação ao presente. Ao aqui e agora. Como dizia a música: “É pr’a amanha, bem podias fazer hoje”. É no hoje que tudo se concentra. O amanhã é uma cidade bem distante e a perfeição que queremos no futuro é noutro continente. Podemos trabalhar afincadamente e com convicção para o futuro, mas é no dia em que andamos, no momento em que vivemos, que projectamos o amanhã onde queremos estar de facto. Outro indicador está relacionado com este último ponto: o tempo. Os grandes planos e projectos que queremos para nós, levam o seu tempo. Não é sempre instantâneo e rápido como gostaríamos. Ter paciência é o caminho. Não é o tempo de espera que temos para atingir determinado objectivo que é relevante. Importante mesmo é manter a nossa capacidade de raciocínio enquanto fazemos pela vida. Focados no objectivo. Porque ao darmos um passo de cada dia, já demos sempre mais um passo em relação ao dia anterior e isso apesar de parecer pouco, é extremamente positivo. Resumindo esta linha de pensamento: Todos estes indicadores que poderemos observar em terceiros são uma linha de orientação para a nossa pessoa, mas a felicidade é inteiramente da nossa responsabilidade. É de coragem e auto-suficiência que precisamos para fazermos o nosso caminho, as nossas escolhas, à nossa velocidade. Deixar as situações para nos tomarem de controlo não. Tomar controlo para sermos heróis da nossa vida e não cairmos na tentação, esse sim é a maior opção e escolha de vida que poderemos fazer.

A Vida nunca é mesmo como queremos.

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Existe e existirá sempre uma altura da vida em que perante um cenário complicado, pensamos que a vida era muito mais fácil quando éramos crianças. Quando tínhamos a doce inocência da vida, em que a nossa vida era mais facilitada para a grande maioria de nós. E recordamos tempos idos, onde um brinquedo, música ou série de desenhos animados, leva-nos a uma outra dimensão temporal, onde não haveria aos nossos doces olhos, os problemas que hoje enfrentamos. E tantas vezes, que tantas pessoas, em tantas casas guardam em si tantos problemas, iguais a tantos deste mundo nosso. Crescer doí. Crescer é complicado. Enfrentar as desilusões amorosas, profissionais, familiares… Custa. Irá sempre custar. Podemos tropeçar muitas vezes, dar trambolhões e encontrões com tudo o que o destino nos dá. Em vez de reagirmos firmemente com uma curva ascendente da vida, caímos na pior das escolhas inconscientes. Criamos vícios para não enfrentarmos aquilo que tanto nos incomoda. Bebemos para esquecer. Comemos para enfardar a culpa. Se for preciso até trabalhamos mais num trabalho que não gostamos, só para não ter que lembrar alguma triste sina. Perdemos a inocência que outrora a grande maioria de nós tínhamos. Começamos a criar sentimentos, a dar vida aos buracos e pesos emocionais, a imaginar as mais perfeitas mentiras, para mais uma vez, não encararmos. E com isto o que fazemos ? Tornamos cada vez mais complicada a vida, alteramos inconscientemente a nossa identidade, suprimimos a nossa existência e deixamos de ter em nós mesmos, aquilo que apreciamos noutras pessoas que admiramos.

Não tem de ser assim. Sempre disse que falar é fácil e concretizar é complicado e que manter é que é realmente dificílimo. Mas o ser humano apesar de ter os seus momentos altos de perfeição, está longe de ser perfeito, e cabe a cada um de nós, voltar a ter esses lampejos de luz em vez de cairmos na tentação de criar caminhos para evitar a avenida principal da vida.

 

As respostas que necessitamos nem sempre aparecem quando queremos e da forma que queremos. As vezes lemos livros, ouvimos pessoas com experiência de vida, retiramos lições do que se passa com os que são próximos, e embora tudo isto seja útil, a verdade é que tudo o que precisamos, está dentro do nosso íntimo. Não precisamos de seguir um método, um pensamento especifico, um caminho alternativo. A nossa intuição, a intuição que o ser humano sempre teve, é e será sempre o apoio mais significativo que poderemos ter. Afinal senão confiarmos na nossa pessoa, em quem confiaremos ? Confiança e auto-estima será sempre importante, e não importa o que dizem, temos o nosso valor e isso é um dos pilares da nossa fundação enquanto pessoa. E há sempre os outros ? Haverá sempre. Mas que os outros não podem ter um impacto extremo sobre nós, isso tem de ser não só uma realidade, mas como de facto uma certeza. Desistir dos nossos sonhos, dos nossos objectivos é algo que nunca, mas nunca deverá acontecer por mais importante seja ou uma situação ou outra pessoa. Temos de viver a nossa vida pelo que acreditamos e não pelo que nos impõem. Porque as pessoas passam e vão, algumas ficam, mas a convivência com a nossa própria alma, é um convívio eterno. E por esse mesmo motivo, das pessoas que passam, vão e ficam, é que deveremos ter sempre o cuidado de não nos deixarmos envenenar pela toxicidade natural que algumas pessoas e situações possuem. Há pessoas que são tóxicas pela sua amargura da vida. Há outras que são naturalmente tóxicas. Se as primeiras deveremos ter compaixão q.b, com as segundas não há chance. É como tentar fazer um leão não atacar uma gazela. Pode não fazê-lo logo, mas o instinto natural é mais forte que tudo. Outro “algo” que acontece na nossa vida adulta, é falarem mal. Podem não gostar da tua maneira de ser, do teu estilo, da tua atitude, as vezes até coisas tão imperceptíveis que nem damos conta da existência delas. Mas não é sermos como elas que evoluímos. E sendo superior em todos os aspectos, em todas as abordagens é que conseguimos uma paz superior, uma serenidade de quem sabe o que quer, para onde vai e como vai lá chegar. E se falar mal é horrível, e com uma promiscuidade moral que as pessoas de bens não engolem e sofrem com isso, o que dizer da competição ? Das lutas incessantes por uma posição, por um cargo, pelo querer ter poder. Ser competitivo, é ser amargo, é ganhar frustrações e causar problemas onde eles não deveriam existir. A única competição saudável que existe é com o nosso ser. Em querer ser melhor e melhor do que já somos. Porque melhorar o nosso caminho terá sempre um reflexo que se espelha em todos aqueles que nos rodeiam. Outra coisa que preocupa as pessoas é a popularidade, o estar sempre rodeado de pessoas, mesmo que essas pessoas não tenham significado. A popularidade é nada sem respeito. Não é nada sem confiança. De que serve ser popular e estar bem relacionado se no nosso intimo estaremos sozinhos ? Que utilidade há se é algo efémero, pois tanto estaremos na mó de cima como na mó de baixo ? Lá diz o ditado popular, mais vale poucos mas bons. Igualmente bons são os momentos deliciosos da vida. Mas nem sempre a vida é um lugar feliz. A impermanência faz com que haja mudanças na vida que não esperamos no nosso programa. Tirando a perda de alguém que amamos muitos, que é uma perda em que é impossível retirarmos algo de positivo, há mudanças que ao parecerem negativas, com a visão de outro ângulo, podem de facto abrir uma outra porta, dar uma outra oportunidade, relembrar algo que já tínhamos esquecido. É complicado enfrentarmos esse tipo de situações, principalmente quando a vida dá as voltas que dá. Mas das fraquezas nascem forças, e das forças crescem energias, que por sua vez dão projectos, ideias e experiências. Retirar algo por mais pequeno que seja de positivo, de uma imensidão negativo, é provavelmente das vitórias pessoais que alguém poderá ter. Isso senão cairmos num erro típico, que é tornarmos-nos numa pessoa pessimista, negativista, que atrai o que todos renegam e rejeitam, em que imaginamos que tudo irá correr mal, só porque tem de correr mal. Negativo gera negativo. Complexidade cria mais complexidade. Tristeza só dá nascimento de mais tristeza. A vida é uma linha que tem curvas e mais curvas. Por mais que tentemos ir em linha recta, as curvas sucedem-se mesmo sem querermos. Mas iremos chegar ao nosso destino. Mas é preferível chegarmos ao nosso destino com sentido de felicidade e paz interior do que com um sentido de desgaste, nervos e podridão. Esse caminho tem de ser feito com verdade de bem. Com a verdade de espírito. A verdade não deixa de ser verdade porque ignoramos. A verdade não deixa de ser fundamental para tudo o que envolve a componente humana. Se saber ser verdadeiro é crucial, mas crucial é sabermos aplicar a verdade para o bem. Pode ser cruel enfrentar a verdade, mas é de facto a verdade que faz com a vida tenha muito sentido tanto para nós como para os outros. Porque podemos não ter a inocência que existia enquanto crianças. Mas substituirmos a inocência da infância pela verdade adulta e sincera, faz com que tudo tenha sido em vão. Porque a verdade juntamente com todos os pontos que abordei, é que faz com que a nossa viagem tenha um princípio, meio e fim.

 

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Contrariar a Dificuldade

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Dificuldade. É o que pensamos logo quando nos surge uma tarefa com um determinado grau de exigência. Ou seja, antes de começarmos a executar determinada tarefa, temos logo a tendência natural de dificultar ainda mais do que poderá ser essa mesma tarefa. E fazemos isso ao longo da vida. Dificultamos ainda mais. Criamos ainda mais barreiras. Como se o mundo e a nossa vida necessitasse dessas auto-imposições que nada mais são do que coisas da nossa mente. A complexidade das coisas, só existem quando temos uma visão imediatista e não uma visão em que descontruimos essa dificuldade(s), e vemos as coisas pelo que elas são. O tempo e energia que gastamos a criar essa possível dificuldade, poderia ser sentida no sentido inverso, ou seja em vez de darmos força a essa sombra de dificuldade, deveriamos era de facto diminuir e aliviar o peso que é carregar com uma dificuldade que no fundo, bem lá no fundo, de dificuldade nada possui. E quando abrimos essa porta, as dificuldade criam-se e nascem que nem cogumelos, e torna-se dificil voltar ao nosso ritmo normal, aquele ritmo de evolução, continuidade num sentido ascendente. A vida é feita de pensamentos. Quanto mais força damos aos pensamentos construtivos e positivos melhor funciona esta enorme máquina que é a vida. As dificuldades são como grãos de areia que emperram a engrenagem. E nem sempre sabemos onde, como e quando emperra. Por isso limpar a nossa mente da criação de dificuldade é como deixar a nossa máquina limpa, oleada e muito, muito funcional. E quando funciona, é das coisas mais maravilhosas que nos pode acontecer. As dificuldade não podem impedir que sigamos a nossa vida. Porque é a simplicidade e a decontrução dos dificuldade que nos dá a chave para que tudo se supere.

Há sempre algo que deveremos relembrar.

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Há sempre algo que procuramos. Há sempre algo que esperamos. O que procuramos não está noutra dimensão, noutro local ou noutro instante. Se vermos com olhos de ver, veremos que tudo o que necessitamos está no aqui e no agora, dentro do nosso mais interior intimo. O hoje que temos, pode não ser aquele que mais ideializariamos, mas por vezes nem notamos que é por nos preocuparmos tanto com os pesos do passado que o hoje não é melhor. É no presente, no instante que vivenciamos, neste momento em que acreditamos, que reparamos que nada mais temos do passado, pois afinal agora já não somos crianças, por isso a nossa mente é adulta e não infantil na sua grande maioria de ser. A ansiedade que criamos, a preocupação que sentimos, por causa do amanhã, esse amanhã que tarda a vir e que consome a nossa energia, de nada valerá sofrer, pois o sofrimento de hoje e deste instante, não irá retirar a responsabilidade que esse amanhã nos trará. Se soubermos vermos adiante, o mais certo é imaginarmo-nos no futuro e rirmos perante a nossa estúpida preocupação por algo que não tinha mesmo qualquer importância, ou lamentar o tempo perdido que tivemos com dada matéria. Temos de saber concentrar a nossa mente, controlar o nosso tempo, sentir a realidade das coisas como algo que temos de saber verdadeiramente sentir. Temos de ser gratos e sentirmo-nos abençoados. Pois tudo o que temos e tudo o que somos são preciosidades da vida. Por vezes pensamos que acreditamos e somos gratos, mas que não conseguimos a mudança positiva. As vezes não acreditamos o suficiente. Pensamos que sim, mas que tal não acontece de facto. Acreditarmos piamente na nossa pessoa, confiar no potencial que temos dentro de ti, pois temos todas as ferramentas para não desistir nunca dos sonhos e de saber conquista-los pacientemente e com um extraordinário acreditar. Estas palavras só são poderosas quando acreditamos. Da nossa perspectiva pessimista, pode não fazer sentido, pois há quem prefira escolher o caminho da vitimização do que o caminho do coração. Temos o poder. Temos a opção de escolher. Não lamentemos sobre o que está a correr menos bem. Temos é de pensar no que ainda há de vir, mas de uma forma serena e tranquila. O mundo tem ainda muito para nos dar. Tudo o que temos de fazer é esperar, acreditar e apreciar com gratidão.

 

 

Paz com o Negativo.

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Por vezes é complicado seguir um caminho leve, fluído e positivo, onde impera a sensatez, lógica e controlo emocional por nós mesmos. Muitas vezes, o fardo que carregamos, simplesmente se torna demasiado pesado para a fragilidade do nosso ser. E esse fardo, se for acumulado com outros, simplesmente esmaga a nossa vontade, destrói o positivo do nosso intimo e impede de alcançarmos outros voos mais fortunados. Esses fardos, esse “eu” negativo, contém tudo aquilo que é o nosso lado negro, que escondemos, ocultamos ou mentimos porque no fundo sabemos que são opções que podem não ser bem aceites de coração, por aqueles que são mais próximos. Uma menina que aspira ser artista em vez de médica como os pais queriam. Um rapaz que deseja namorar com uma rapariga que não é propriamente um reflexo dos seus valores. Alguém que não se valoriza interiormente, porque acha que na realidade é horrível, ou alguém que tem a arrogância de se achar o máximo perante outros, mas depois revela-se um ser depressivo na sua intimidade. Tantas situações que poderiamos descrever. Tantos cenários que se poderia imaginar. Mas é esse “eu” negativo que faz com que haja a mensagem que surge na nossa mente, de que nós simplesmente não temos o minímo valor. Que só ocupamos espaço. Que não somos merecedores do ar que respiramos. Isso não é verdade e cabe a nós termos as nossas defesas desse tipo de mensagem errada e irrealista.Muitas vezes lutamos contra o “eu” negativo. Não deveriamos. Deveriamos sim enfrentar de frente, com cabeça erguida e toda a coragem do mundo. Porque apesar de ser do lado negro da vida, muito provavelmente nos iria dizer muito para aprendermos. Sim, porque também se aprende com o lado negro, com os erros, nada é irrelevante. Quando nos magoamos, sentir a dor, não de uma maneira profunda, ajuda-nos a lidar com esse tipo de emoção. Se deixarmos essa emoção assentar arraias, é muito mais complicado, porque em vez de aprendermos com a dor, a dor torna-se a nossa pessoa. Ter o nosso “eu” negativo dentro da nossa esfera de influência pessoal, é saber lidar com algo que é negro e ao mesmo tempo é parte de nós. É saber ter controlo sobre tudo aquilo que desconhecemos e tememos. Se formos inteligentes, o equilíbrio entre ambos tem um valor insubstimavel e isso é um passo certo na direcção correcta. Poderemos revelar todo o nosso potencial humano sem qualquer tipo de receio. E desse controlo irá nascer uma revelação. E essa revelação é que o equilibrio é a chave para criarmos para nós a vida que nós queremos e abraçamos. Tudo é possível. Essa é a única certeza de tudo isto.

 

 

Desistir não é opção.

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Quem pensa em desistir, por norma pensa que não consegue atingir aquilo que mais queria ser ou ter. E como o tempo vai passando e não consegue atingir esse objectivo, começa a desvanecer lentamente e gradualmente. Não somos menos pessoas por não conseguirmos atingir algo ou demorar a atingir. Somos o que somos, como somos, e deveremos valorizar aquilo que já somos e já temos e sermos gratos pelo caminho percorrido até agora. Não é perfeito ? E o que tem ? Será que uma vida vale menos por isso ? Obviamente que não. Há sempre algo a valorizar, há sempre algo para brilharmos. Mas não desistir, é o caminho. Se imaginarmos verdadeiramente aquilo que queremos ser, de facto conseguimos. Não com fantasia. Não com jogadas menos claras. Mas desprendendo dos hábitos maus e reforçar os nossos aspectos positivos. É através da tentativa, seja uma ou várias, seja através da persistência, arranjando forças onde as vezes pensamos não existir que a realidade se concretiza. As mudanças podem e devem acontecer, não rapidamente, mas aos poucos, porque temos o poder não só de mudar, mas de controlar o ritmo dessa mudança. Uma atitude positiva, paciente e energética é as vezes tudo o que precisamos. Todos somos capazes de concretizar maravilhas impossíveis. E há sempre um novo dia para tentar sempre. Senão conseguimos hoje, conseguimos amanhã. Não deveremos é desistir mas sim persistir. E se houver desafios grandes, melhor, porque o que seria da vida sem obstáculos para ultrapassar ? Tudo o que queremos pode não vir no momento logo a seguir. Mas se tivermos atitude, não desviarmos do caminho e persistirmos, acredita…. Não há nada que não vás conseguir atingir. E a tua vida irá sorrir e brilhar mais por isso.